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11 janeiro 2012

Sistemas de gestão em operadoras e hospitais

Hospitais e planos de saúde são atividades empresariais, por menos que se queira admitir. São empreendimentos que precisam, no mínimo, empatar custos e receitas. Claro que se empatar a empresa está com problema. Por isso, todo cuidado é recomendável para fazer frente às especificidades do mercado de saúde e para garantir competitividade. A mais básica das ações é a automação do negócio.

Há diversos fornecedores de sistemas de gestão (também chamados de ERP) no mercado, nacional e internacional. Como o Brasil é um país de forte regulação, os produtos a serem vendidos aqui precisam de ajustes consideráveis. Além disso, há excelentes produtos nacionais que, em termos de funcionalidades, são muito mais aderentes que os estrangeiros. Já na entrega (implantação), não deixam nada a desejar aos maiores fornecedores mundiais: há problemas, e sérios.

O caráter indispensável do sistema de gestão

Controles são, em qualquer área, importantíssimos para que o empreendimento se mantenha dentro de padrões previsíveis e aceitáveis. O que dizer de controlar manualmente as interações medicamentosas de um processo de prescrição hospitalar sem um sistema para fazer a checagem das milhares de possibilidades. Ou avaliar se a mulher ainda tem o útero para aprovar um parto, por exemplo, numa operadora de plano de saúde. O controle dessas informações passou a ser exigência do produto de gestão, e sua realização deve ser silenciosa, o que quer dizer que o usuário muitas vezes nem toma conhecimento do processo. Ademais, vários dos produtos já têm alguma forma de workflow, o que dinamiza a gestão e uniformiza os procedimentos.

Com a quantidade de informações necessárias à gestão, é impensável que um empreendimento não contemple um sistema de gestão.

Desenvolvimento interno ou aquisição de produto?

Interessante como esta discussão ainda existe. Se fosse qualquer outra área da empresa, o consenso seria o de terceirização. Mas a área de sistemas ainda vive o dilema.

Se não for uma megaempresa, a opção óbvia é a terceirização. Os custos de desenvolvimento interno são altíssimos, e a experiência do grupo desenvolvedor é por demais limitada para que o processo seja célere e eficiente como se deseja. Sem contar que, internamente, outras necessidades se impõem ao desenvolvimento, o que, embora não seja óbvio, impacta negativamente escopo, prazos e custos da construção local de software e suas funcionalidades.

Além do mais, há a questão do foco. Há tantas informações exigidas pela legislação e pelas boas práticas administrativas que a equipe interna já se sobrecarrega somente com geração de demonstrativos e relatórios. As melhores utilizam essas informações para identificarem tendências e desvios, atuando sobre elas no primeiro momento possível, próximo à sua identificação. No caso de equipes de desenvolvimento internas, todo o foco é para a construção de novas funcionalidades ou apagar incêndios. Não há foco que resista a demandas e problemas internos.

Os custos de desenvolvimento também contraindicam o desenvolvimento interno. Enquanto os fornecedores compartilham seus custos com vários clientes, a empresa que desenvolve internamente arca totalmente com seus próprios custos. Paradoxalmente, muitas dessas empresas terceirizam o desenvolvimento interno, com a condição de que o fornecedor possa comercializar o software resultante, o que demonstra que o custo compartilhado é a melhor opção (fornecedor externo, portanto). Para encerrar o assunto: quanto custam as adaptações decorrentes de normas provindas da ANS, por exemplo?

A seleção do produto

O produto de gestão deve ser aderente aos processos da empresa, certo?

Não, não necessariamente. A menos que os processos da empresa tenham a capacidade de produzir vantagem competitiva confirmada, é sempre interessante analisar sem paixão o processo embutido na lógica de construção do software. Os fornecedores normalmente atendem aos requisitos de processos de seus clientes, e ajustam as diferenças em parâmetros de sistema. O quer dizer que há ali um benchmarking embutido. Assim, o produto em análise deve ser considerado pelo resultado final de cada processo (funcionalidade), não necessariamente pelo processo em si. Insisto em que se o processo interno não trouxer vantagens óbvias competitivas, ele deve ser analisado. Caso contrário, é somente uma (má) concessão da empresa ao medo de mudança de seus funcionários.

O preço é importante, mas não a ponto de dispensar algumas funcionalidades.

Muitas empresas iniciam seleção do produto sem avaliar seus processos internos. Nesse passo, exige do fornecedor funcionalidades que automatizam o erro ou, quando muito, são uma volta mais longa para chegar ao destino óbvio. Compreensível que seja assim. A mudança de sistema é traumática, e a carga sobre o pessoal operacional é forte. Esse é um jeito de oferecer concessões à equipe, como forma de compensação (ao menos percebida). Mas há um custo, e ele é bancado pela empresa. Melhor seria se os processos fossem avaliados e melhorados antes da aquisição de novo software.

O resultado final dessa atividade é a otimização dos processos de trabalho, melhorando a performance e tirando do software necessidades de customização que não existem.

A implantação do produto

Enquanto o mercado de prestação de serviços vai na direção do “esforço mínimo”, a área de software continua na mesma situação de quinze anos atrás. Explicando: os serviços e produtos são entregues já em ponto de consumo pelo fornecedor, sendo mínimas as atividades deixadas para o cliente. Os fornecedores de software, ao contrário, um dia acharam que o cliente deveria ele mesmo parametrizar seus produtos, e optou por ensinar a parametrizar. Resultado: inúmeros (a grande maioria) casos de implantações que se arrastam(ram) por anos a fio, não sendo raros os casos de desistência. Na nova abordagem, os parâmetros são introduzidos por consultores de negócios que  previamente se informaram sobre a forma de trabalho do cliente, para garantir que a “virada” do sistema se dê no menor prazo possível. Isso feito, todo o treinamento é realizado, inclusive sobre a parte realizada pelos consultores de implantação.

Há fornecedores que veem nessa abordagem perda de receita, uma vez que a implantação que demora doze meses pode ser feita em quatro. Esquecem-se de avaliar o aspecto global de seu produto, que é a soma das funcionalidades existentes a facilidades de uso e aqui se inclui a implantação.

Complementarmente, a consultoria oferecida pelo fornecedor é, salvo honrosas exceções, de software, e não de negócio. Por esse motivo, deixam de ser exploradas funcionalidades excelentes e alternativas à forma de trabalho do cliente. Como resultado, há uma “meia” automação das atividades da empresa compradora.

 

Concluindo, o software de gestão deve ser compatível com as necessidades da empresa, considerado o mercado como um todo. A análise de aderência é fundamental para a seleção correta do fornecedor/produto, e principalmente para reavaliação dos processos internos. E a implantação deve contar com um comitê firme, com representante(s) do fornecedor, de forma a adotar as melhores práticas e propiciar gestão adequada do projeto, que pode ficar muito mais caro se não observadas estas condições.

13 maio 2010

Informatização na Saúde

A maturidade e a condição financeira das empresas de saúde, sejam prestadores de serviços médico-hospitalares, sejam operadoras de planos de saúde (OPS), normalmente determina seu grau de informatização. Alta maturidade e boa condição financeira determinam alto grau de informatização, posto que permite aos administradores identificarem suas necessidades de automação e controle e invistam na solução dessa necessidade.

Essa maturidade, entretanto, é normalmente alcançada em etapas. Como na Pirâmide das Necessidades de Maslow, há os níveis de necessidade mais básicos, indo aos mais estratégicos, e a instituição normalmente enxerga somente o próximo passo da sua própria necessidade. Isso impede o correto planejamento da informatização plena, agravado pelo fato de que “informatização plena” é uma falácia.

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As empresas normalmente iniciam a informatização pelos sistemas de back-office, por motivos óbvios. Daí, inicia-se o processo de automação de processos repetitivos (ou com maior demanda), implementam-se relatórios gerenciais, percebem-se as necessidades de controle informatizado, surge a necessidade de criar e gerenciar regras de negócio. Neste ponto, ou pouco antes, a integração com outros sistemas, próprios ou de fornecedores, clientes e parceiros torna-se preocupação (ou são determinados pela lei, como no caso da TISS),e, finalmente, apuram-se os dados estratégicos pelo B.I. (muitas empresas têm sistemas de B.I. sem ter informações estratégicas).

A partir da presença desses fatores de informatização é que as empresas começam a se destacar. A presença da informação, estruturada e identificada, permite que outros sistemas de inteligência artificial sejam adotados, sempre em benefício do negócio e seus usuários. A utilização de smartphones na gestão e operação, por exemplo, ainda não é uma necessidade, é uma oportunidade. Aqueles que querem agilidade e rapidez e contam com sistemas e usuários com certo grau de maturidade podem se valer de recursos de smartphones para estabelecer diferencial de negócio que os coloquem à frente da concorrência e respondam proativamente às suas próprias necessidades.

A utilização de teleconferências, por exemplo, também não é uma necessidade. É a resposta a uma necessidade, provida pela informática. Portanto, embora não seja uma informatização na acepção usual da palavra, é a aplicação de recursos de informática na satisfação de necessidades operacionais e logísticas.

Administradores atentos para custos, recursos e prazos devem considerar a utilização de ferramentas de informática e sistemas de informação como o grande ferramental para solução ou instrumentalização de suas problemáticas. E, ao conjugar sua percepção de necessidades com seu poder de investimento, deve sempre preparar o ambiente para que novas soluções sejam implementadas. A solução mais barata ou mais óbvia nem sempre possibilita essas evoluções, como no caso de aquisição de sistemas de ERP com tecnologias anacrônicas.

23 fevereiro 2010

Tecnologia da informação na saúde suplementar

http://www.sxc.hu/pic/m/a/ar/artm/1254879_global_solution.jpg Neste artigo, a Comunidade de Saúde em Rede nos insta a dizer o que achamos sobre a utilização de tecnologia da informação na saúde e seus resultados na prevenção de doenças. A história mostra que a informação está obrigando, na verdade, a seguirmos esse caminho.

Nos hospitais, apesar do estado financeiro lastimável da grande maioria, ou por causa dele, a informatização foi obrigatória. Não por lei, mas por necessidade de negócio: o hospital cobrava mal, pois não tinha controle efetivo sobre insumos,especialmente materiais e medicamentos. Não tinha controle sobre admissão e alta de pacientes, e não tinha controle sobre as regras do plano de saúde do paciente. A informatização foi a solução, e iniciou-se como mera medida administrativa, ou seja, gerenciando os dados básicos do paciente e de sua conta hospitalar. Na esteira, outros processos se impuseram, como um controle maior sobre a parte assistencial daquele paciente. E as necessidades foram crescendo tanto, voltando-se para o tratamento e para as condições do paciente, que hoje não se concebe um atendimento médico hospitalar sem um mínimo de informatização. Imagine o controle não informatizado de questões como interação medicamentosa, ou medicamento-alimento. Ou mesmo a decisão sobre alimentação e medicação sem levar em conta as alergias do paciente, num exemplo reducionista.

A informatização, que nasceu básica, já chega aos smartphones. Já há aplicativos que avisam os médicos sobre internações (e hipóteses diagnósticas) de seus pacientes, permitindo-lhes interagir (de novo: via smartphone) com esse processo.

Nas operadoras de planos de saúde, o mesmo fenômeno aconteceu. inicialmente automatizar processos de faturamento e cobrança, logo os sistemas se tornaram os meios principais de controle dos eventos. De acordo com o contrato, cobertura, rede, sexo, idade, por exemplo, são autorizadas ou não as guias de realização de procedimentos, controle impossível de ser feito corretamente de forma manual. Com o esgotamento das ações de regulação nas operadoras (cobrança, pagamentos, autorizações e informações obrigatórias já automatizadas), as operadoras perceberam que tinham material suficiente para começar a utilizar melhor as informações de que dispunha. Exemplo disso são as informações cruzadas sobre doenças e o CBO – o Cadastro Brasileiro de Ocupações. A mesma coisa com o ramo de atividade da empresa. A análise dessas informações permitiu que se conhecesse o perfil de custos de determinadas profissões ou áreas de atuação. Claro que o objetivo era adequar a cobrança do prêmio/mensalidade aos custos efetivos. Mas o mercado é inexorável, e nem todas conseguiram essa adequação.

Neste ponto, hospitais e operadoras de planos de saúde se aproximam na utilização da tecnologia, pois a informações que hoje é o tesouro para todos é a tendência. Quando as informações, fica fácil dizer quem é o doente crônico (leves, moderados ou graves), quem é saudável e quem tem riscos. A tendência desses grupos é definida pela informação amealhada, e hospitais e operadoras podem se beneficiar disso, beneficiando seus paciente/beneficiários ao mesmo tempo. Somente o registro detalhado das condições pessoas (hábitos e antecedentes, inclusive histórico familiar) pode, cruzados a outros dados, gerar informações hábeis para ações preventivas.

É de se registrar que não há outro caminho, a partir do momento em que temos a informação, que não o da prevenção. Sabendo-se que o indivíduo tem tendência genética, histórico pessoal e familiar que o qualifiquem como potencial risco de manifestação de uma doença, seria irresponsabilidade não evitá-la.

Portanto, diria que a tecnologia da informação na saúde, mais que necessária, é a única ferramenta que viabiliza a prevenção. Esgotados as necessidades primárias de automação (primeira onda de informatização), a transformação da informação armazenada vem se aprimorando de tal forma que é a hora de gerenciar a saúde de fato, em contraponto à abordagem de debelar a doença.

A barreira é que os benefícios financeiros da prevenção ainda são intangíveis, o que não permite apresentá-los como argumento à informatização. Por outro lado, a ANS já autorizou as operadoras de planos de saúde a contabilizarem suas despesas com programas de prevenção como ativos, reconhecendo que há benefícios futuros com eles. Mas de concreto, infelizmente, ainda não há nada que garanta o financiamento das etapas da cadeia até se chegar ao ideal de prevenção. São heróicas, portanto, as empresas que se aventuram nessa seara.

04 setembro 2009

Melhor informação significa melhor cuidado – O Prontuário Eletrônico Digital

A discussão, que não é nova, está se aprofundando e causando seus efeitos na saúde. N o mercado de saúde, ao menos.

As tentativas de “centralizar“ os dados de pacientes para que eles se transformem em informações importantes na hora de oferecer o cuidado médico são autistas: cada um centraliza as suas. O que aumenta, de fato, a quantidade de informações, sem que necessariamente lhe aumente a qualidade. Mas a limitação maior está no continente restrito em que isso ocorre: a operadoras tem alguns dados, hospitais guardam dados dos atendimentos, clínicas guardam dados também sobre seus atendimentos. Os laudos pertencem aos laboratórios, e a PBM* mantêm os dados somente daqueles que são seus clientes.

Médicos têm grande interesse, no benefício de seus pacientes, em conhecer (toda) a história pregressa de seus pacientes, assim como seus hábitos pessoais e histórico familiar. A atenção que se dá às alegações do paciente ganha profundidade com seu histórico completo. Claro que contar com algumas informações é bom, mas o melhor seria ver o quadro todo.

No Brasil, o Cartão SUS seria a resposta à dificuldade. Mas, limitado aos pacientes SUS e pelos investimentos não realizados pelo governo, ainda não passa de utopia identificar o paciente de maneira unívoca, que dizer centralizar suas informações.

E o debate se estende pela segurança, confiabilidade e sigilo das informações. Que são aspectos facilmente solucionados pela tecnologia, restando apenas a definição de como deve ser o modelo de funcionamento do Prontuário Eletrônico Digital (PHR, sigla em inglês).

O vídeo abaixo, extraído do Departamento de Saúde do Estado de New York, aponta as preocupações com essas facetas ao mesmo tempo em que diz que o problema será superado, de forma nacional, após cada estado rever suas políticas de saúde e suas leis. No Brasil, seria mais fácil, já que grande parte dos assunto é de competência federal. Ainda assim, a maioria das discussões está adstrita a comunidades médico-científicas não governamentais, e estes têm se defrontado com barreiras bem maiores do que leis e políticas.

O vídeo abaixo, em inglês, foi produzido pela Oregon Hispc.

 

 

*PBM: Pharmacy Benefit Management

16 maio 2009

2ª Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde – TICs (eHealth)

Durante a feira Hospitalar, que acontecerá de 2 a 5 de junho próximos, um dos eventos é o que dá título a este post.

A programação é a abaixo:

  • 9h15 às 9h30 -

    Abertura
    José Carlos Abrahão – presidente – CNS
    Humberto Gomes de Melo – presidente – FENAESS
    Dante Ancona Montagnana – presidente – FEHOESP e SINDHOSP
    Waleska Santos – presidente – HOSPITALAR

  • 9h30 às 10h30

    Tecnologias de Informação e Comunicação Indicadas pela ANS para o Setor da Saúde Suplementar (TISS, TUSS, etc.) - Painel
    A Agência Nacional de Saúde Suplementar vem imprimindo nos últimos anos uma forte regulação na saúde suplementar, principalmente nos itens voltados à informatização do setor. Os objetivos a curto prazo estão claros, mas em que fase desse projeto estaríamos? Quais os objetivos de longo prazo da Agência e quais as principais dificuldades que enfrentamos? O painel objetiva realizar um balanço dos modelos propostos (TISS, TUSS, etc.), os resultados alcançados, os próximos passos e a influência que a crise econômica pode ter no planejamento não só da ANS, como também das empresas do setor.
    Palestrante: Jussara Macedo Pinho Rötzsch – gerente Geral de Integração com o SUS – Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS
    Interação com a Plateia

  • 10h30 às 10h50 – Intervalo
  • 10h50 às 12h

    Registro Digital da Informação Clínica: Prontuário Médico Eletrônico e Personal Health Records – Estágio Mundial e Nacional - Painel
    Ao redor do mundo os projetos de implementação dos registros clínicos digitais se aceleram, notadamente nos EUA após a entrada do governo Barack Obama. O painel objetiva trazer um resumo do que está acontecendo mundialmente nessa área, com exemplos de casos públicos e privados. Objetiva também dimensionar o mercado nacional e apresentar os problemas, as opções e os cenários do prontuário digital no Brasil. Da mesma forma, o painel estará analisando as expectativas e avanços do PHR – Personal Health Record na Europa e EUA, bem como as iniciativas já existentes no Brasil.
    Convidado: John Ritter – manager Health IT - Diagnostic Intelligence and Health IT (DIHIT) - College of American Pathologists - USA
    Interação com a Plateia

  • 12h às 14h – Intervalo
  • 14h às 15h

    Padrões, Protocolos e Especificações Técnicas Regulatórias para o Mercado Nacional de Saúde (HL7, Dicom, etc.) Painel
    O desenvolvimento de uma indústria sólida de soluções tecnológicas voltadas à Saúde passa necessariamente pela utilização de padrões consagrados mundialmente. Seja no desenvolvimento de novos produtos, seja para as plataformas de interoperabilidade é vital a aderência do mercado nacional às comunidades internacionais que proveem standards tecnológicos, tais como o HL7. O painel objetiva trazer exemplos de aplicações nacionais e internacionais que já operam em cima de padrões consagrados e o que isso significou em termos de resultados práticos.
    Convidado: Marivan Santiago Abrahão - diretor Executivo do Instituto HL7 Brasil
    Interação com a Plateia

  • 15h às 16h

    TeleHealth e Tecnologias Orientadas à Assistência Remota - Painel
    Nenhum setor de TIC cresce tão intensamente ao redor do mundo como a área de TeleHealth ( telemonitoramento, teledermatologia, telecardiologia, etc.). Milhões de dólares estão sendo investidos nos principais sistemas de Saúde objetivando baratear e melhorar a assistência médica, mais precisamente na sua atuação remota. O painel visa mostrar as aplicações de TeleHealth que já existem no Brasil ( Telessaúde, por exemplo) e as que estão fazendo a diferença no mercado internacional.
    Convidado: Guilherme Sydow Hummel - consultor Internacional
    Interação com a Plateia

  • 16h às 16h20 – Intervalo
  • 16h20 às 17h20

    Tecnologias Orientadas à Mobilidade e o Papel da WEB no Suporte ao Paciente Painel
    O painel é um debate franco e esclarecedor sobre o avanço da mobilidade no setor de assistência médica e o papel da web no suporte ao paciente.
    Debatedores: Guilherme Sydow Hummel - consultor Internacional
    Enrico De Vettori - Consultoria Empresarial Delloite Touche Tohmatsu
    Marivan Santiago Abrahão - diretor Executivo do Instituto HL7 Brasil
    Renato Okano – consultor da Área de Saúde
    Interação com a Plateia

     

     

Os eventos são de interesse geral, pois traduzirão o estado da arte do assunto no mundo. Imperdível para profissionais de TI, desenvolvedores, analistas, do nível operacional ao nível estratégico, e para gestores preocupados em padronização e geração de informações.

As inscrições e maiores informações podem ser obtidos aqui.

Tecnologias e gestão da saúde

Em todas as discussões sobre saúde, o componente tecnologia está presente, como protagonista ou como meio. Na verticalização, por exemplo, assisti a um hospital decidir favoravelmente a ela através dos dados históricos: ao constatar que o consumo da massa tinha predominância numa determinada especialidade, construiu um hospital voltado principalmente àquela área, e reduziu de fato seus custos no todo.

Tal decisão, estratégica, teve de se basear na análise da informação disponível. Assim como qualquer decisão que venha a ser exigida de qualquer dos atores do mercado de saúde. A informação, seja histórica, seja em tempo real, está cada vez mais impregnada no dia-a-dia dos profissionais, e de forma indissociável.

Hospitais já negociam baseados em dados de consumo da operadora. E com base nos seus custos reais, apurados mediante a escrituração disciplinada de seus gastos. Ação, por sinal, a que foram obrigados pelos crescentes gastos e pela também crescente regulação por parte das operadoras. Também com base nas informações disponíveis, hospitais já vêm contornando problemas no atendimento, ao utilizar sistemas que notifiquem imediatamente interações medicamentosas nas prescrições ou existências de alergias para o paciente, por exemplo. Neste caso, é a informação on line que se mostra indispensável.

Para pacientes, já há tecnologia voltada para socorro imediato. A Folha de São Paulo de hoje traz duas destas novidades, uma já disponível no Brasil, a outra nos Estados Unidos. A primeira, uma espécie de marca-passo, permite saber, com doze horas de antecedência, a ocorrência de um infarto. Um paciente de Valinhos (SP) já está utilizando o aparelho.

Na outra novidade, um sensor externo monitora acúmulo de líquido corporal (e níveis de atividade física). Sem fio, o aparelho transmite informações para outro aparelho, que os transmite para o site da fabricante, que pode enviar notificações para o médico atendente em caso de urgências/emergências.

No caso da agência reguladora nacional da Saúde Suplementar, a ANS, normalmente cada ação sua estabelece uma contrapartida de prestação de informações, como forma de acompanhamento e controle. E, de forma determinante, como meio de padronização, como é a TISS e a TUSS, e mesmo a padronização contábil, que permite estabelecer comparações entre números de mesma categoria.

As Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde (TICs) são, portanto, a base do alinhamento da saúde às melhores práticas, sejam essas tecnologias voltadas para gestão (como ferramentas de apoio à decisão), ao atendimento do paciente e/ou atenção à saúde, e mesmo para a gestão macro do sistema de saúde do país.

Prospectar essas novas tecnologias e aplicá-las a custo acessível é o grande desafio.